Edebrande Cavalieri
A escrita é a salvação do espírito, da alma e do corpo.
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Passos de Anchieta

Foram cem quilômetros,

Passos apressados,

Em trilhas e picadas pelas matas litorâneas.

Aquele missionário santo andava sem parar,

Vida dedicada ao povo indígena,

Tornando-se seu intérprete,

Seu defensor e seu companheiro.

Nem sempre se entende a consciência do tempo,

Erros de visão são comuns.

Hoje peregrinos refazem essa caminhada,

Cada passo repetido,

Cada parada refletida,

Celebrada e contemplada.

Novos peregrinos também percorrem selvas amazônicas,

E entregam suas vidas.

Morrem e seus corpos desaparecidos.

Suas vidas incomodavam.

Seu evangelho era a defesa dos mesmos indígenas, das mesmas matas.

Se os passos do passado não estiverem interligados com os passos presentes,

As mortes impiedosas,

Sangue e suor no calvário da Amazônia,

Em vão todas as preces,

Apenas uma caminhada ao longe da história real e atual. 

Passos da indiferença!

A mística da peregrinação só poderá ser verdadeira na medida que nossos passos, cada passo, se unam a todos os passos na defesa da vida em sua totalidade.

Então todos os cânticos e todas as rezas estarão postas nos altares sagrados e seremos peregrinos da paz.

Daremos assim os passos da vida e da paz.

Edebrande Cavalieri
Enviado por Edebrande Cavalieri em 16/06/2022
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