Edebrande Cavalieri
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Três copas a serem superadas!

Bora prá casa! Ou melhor, quem daqueles jogadores voltará para o Brasil? As lágrimas de tantos brasileiros logo serão esquecidas por esses ídolos que nadam em muita grana. Só o principal jogador dessa seleção ganha 22 milhões por mês. Isso é um acinte diante da realidade do futebol brasileiro, que tem tantos jogadores passando fome ou fazendo bico para aumentar a renda familiar.

 

Quem desses jogadores milionários tem um pouco de solidariedade com seu povo? Enquanto milhares de brasileiros morriam de Covid-19, o líder desse grupo realizava uma big festa no Rio de Janeiro rodeado por beldades e amiguinhos também ricos. Para mim, quando ele faz um gol e faz careta, ele está tripudiando comigo, com o povo. Ele faz careta para cada um de nós que torce pela seleção. O ato de fazer careta não é assim despido de sentido. Nenhuma criança faz careta para seu pai ou sua mãe. Foi assim que aprendi e aprendemos na educação familiar.

 

Em plena copa do mundo, o noticiário do Espírito Santo mostrava um avião que o Neymar comprou por 44 milhões de dólares, algo em torno de 235 milhões de reais, e que estava sendo regularizado aqui nesse Estado. Ao mesmo tempo, outro jovem jogador nascido nessas terras, estava sendo noticiado a partir das escolas onde estudou, os colegas com quem conviveu, os professores que teve.

 

Dá para ver a enorme diferença entre um e outro jogador. Mostrava também tantas crianças que estavam sendo patrocinadas nas escolinhas de futebol pelo interior do Estado por esse novo jogador, que também ganha milhões de salário no futebol europeu. O pecado não está em ganhar muito ou pouco, mas na forma como se coloca como ídolo. Em torno de Neymar gira muita grana! Cada passo dele é planejado a partir do dinheiro, do lucro. É o protótipo esportivo do sistema capitalista selvagem, jamais moderno que pensa a propriedade como função social.

 

As três últimas copas do mundo em que o Brasil participou estiveram na liderança desse jogador e ficou conhecida como “era Neymar”. O Brasil necessita romper com esse tipo de liderança em qualquer esporte, realidade ou situação. Precisa retomar o modelo antigo de liderança pautado pela conduta solidária, humilde. Vejam como Messi é o grande líder da Argentina! Como Zico, Sócrates, Falcão, Gerson, Rivelino, Ronaldo Fenômeno, etc. O Brasil não merece caretas. Não merece deboche. Não merece indiferença diante de sua própria realidade. Por isso é preciso gritar: Era Neymar, nunca mais!

 

Edebrande Cavalieri
Enviado por Edebrande Cavalieri em 10/12/2022
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