Naquele terreiro, barro batido,
Um pé de bambu.
Varas longas apontando o céu,
O desejo infantil de elevar- se do chão.
Em segredo nós dois, um plano,
Escondidas, em silêncio.
E lá estávamos a executar a escalada...
Que emoção!
Até chegar no alto,
Olhar para baixo,
Com o vento balançando tudo,
O coração palpitando fortemente.
Até que aquela vara envergando
Nos levava ao chão suavemente.
Eramos Icaros voando rumo ao sol,
Saboreando a fantasia de criança.
Ah! Saudade!
Me leva de volta àquele cantinho,
Meu Pastinho do Rio Doce.