Desde pequeno alimentava grandes sonhos,
Como subir em cada montanha onde eu morava,
Chegar bem pertinho do céu.
Sentir diminuir a diferença entre céu e terra.
Que coisa estranha nessa pobre criança!
Lá do alto, o horizonte em plenitude,
E aquela casinha desaparecendo no vale onde morava.
Sentava sobre uma pedra e ficava a contemplar,
Sentido quase místico,
Olhar distante,
E tantos sentimentos!
O sol ia se pondo
E as trevas começavam a aparecer.
Era preciso descer,
Voltar para o vale,
Voltar para onde havia saído.
Subir e descer,
o grande enigma humano!