Edebrande Cavalieri
A escrita é a salvação do espírito, da alma e do corpo.
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Romaria

De tantos lugares ecoa um grito:

Socorro!

Pelo Rio Doce vem descendo a morte.

Estava presa,

Em cada represa, medo.

Um estrondo, a explosão da dor,

Destruição sem piedade.

A morte chega ao mar,

O gigante da vida reage,

Na foz tudo se destrói,

Na praia sepulturas a céu aberto.

Como reagir? Abutres do dinheiro!

Onde encontrar o pescado puro?

Uma grande cruz na praça,

O povo carregando para a foz.

É preciso fincar a marca da dor,

Ali jaz a vida destruída.

Cruz pesada, Tantas cruzes.

Na grande cruz todas se encontram.

O povo levanta o madeiro,

Carregado com fé,

Com revolta,

Com muito sangue.

A peregrinação sem fim,

A Romaria chegou ao mar,

E seu encontro com as águas

Trouxe vida sob a forma de esperança,

Recuperar é preciso,

O paraíso perdido

Se recompõe na fé do povo.

Pois ali jaz

Edebrande Cavalieri
Enviado por Edebrande Cavalieri em 01/04/2026
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