Como esquecer aquela história do veado Bambi,
Do meu primeiro livro de leitura na escola?
Era conhecido como Príncipe da Floresta,
Com amigos encantados – um coelho e uma gambá.
Também uma amiga que se tornou sua namorada.
Não lembro direito seu nome;
Seria Faline? Não sei. Melhor não arriscar.
Seu namoro era para casar.
Como esquecer a morte de sua mãe?
- Tiro certeiro de um caçador sem alma!
Foi a cerva, companheira incansável do grande Príncipe.
Bambi teve que aprender a se defender
E a defender a floresta dos incêndios.
Lutava bravamente para apagar o fogo,
E se mostrar para Faline como era valente e corajoso.
Numa dessas, teve que salvá-la.!
Ah! Bambi. Quantas lembranças me traz!
Marcaste minha vida.
Aprendi contigo a cuidar das matas,
A evitar incêndios nas florestas,
A cuidar dos amiguinhos escondidos
Que morrem de medo só de ouvir passos humanos.
Hoje gostaria de lhe colocar uma coroa sobre sua cabeça.
Serás rei do resto de floresta que ainda existe,
E governarás com seus amigos coelhos, gambás,
Tatus, Onças, cobras, veados e todos os seres viventes.
Em tuas mãos o destino da vida,
O futuro das águas,
A salvação de nossas almas.
Bendito serás, Bambi,
Para sempre.
Sua lembrança me enche de lágrimas
E meu coração se encanta com sua lembrança,
Ainda era criança
E te encontrei perdido numa biblioteca,
Empoeirado e mau cuidado.
Mas eras o destino de minha vida
Que carrego ainda hoje
E lhe ofereço aos meus amiguinhos de colégio.
Quem sabe não te encontram perdido ainda,
Mesmo empoeirado,
Serás o encontro para as novas gerações.
De ti herdarão muitas lições,
De amor pela vida,
De solidariedade,
De fraternidade.
São Francisco lhe chamaria de “irmão Bambi”
E sua amada Faline, a nova “irmã Clara”.