Diz o mito,
E eu nele sempre olhei com cuidado.
Até onde aquilo seria verdade?
Ou qual verdade ele se refere?
De todas as árvores,
Menos de uma.
Frutos em abundância,
Mas aqueles do interdito
Pareciam melhores.
Não ouse!
Contudo, o caminho é fácil.
Até aqueles frutos,
Sem loucuras,
Nem sacrifícios.
E assim o homem chegou onde não devia,
Não era fantasia.
Os frutos daquela árvore eram melhores.
Garantiam a saciedade,
A plenitude do desejo.
A queda nos trouxe à terra,
Nenhum desejo pode ser completo.
O desejo me move,
Ele me consome.
Só tem um nome:
Ser homem.