Deus está morto:
Grita o filósofo de outrora.
E nós o matamos.
O vazio toma conta de cada um de nós.
Como nos consolaremos?
Que rituais inventaremos.
Deus está morto hoje, gritamos nós.
Em seu lugar inventamos o smarthphone,
Novo deus na palma da mão.
Oferta de consumo ao alcance da mão.
Tudo!
Contudo, um sentido forte de vazio.
Não é falta de Deus.
É falta de sentido.
Corremos quando alguém nos oferta,
Nem que seja um pequeno tempo
Dde preenchimento de vazio.
Enchemos estádios.
Um gozo de sentido.
Frei, Pastor,
Seja lá o que for.
A pequena oferta de sentido,
Mesmo inútil e passageiro,
Corremos atrás.
Pode ser madrugada.
Ah! As madrugadas!
Que encerravam nossos sonhos,
Agora encerram nossas orações.
Rezamos com fé.
Mas isso é fé?
Fé em quem?
Deus está morto.
Corremos por nada.
Atrás de ídolos.
Que diferença faz?
A oferta na palma da mão
E a oferta na madrugada?
Um lenitivo para nossas dores.
Um lenitivo para nossos vazios.
Deus não mais vai ressuscitar.
Basta uma vez!
Hipócritas!
Voltem sua vida aos seus corações
E ressuscitem com a Verdade.