Edebrande Cavalieri
A escrita é a salvação do espírito, da alma e do corpo.
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Deus está morto!

Deus está morto:

Grita o filósofo de outrora.

E nós o matamos.

O vazio toma conta de cada um de nós.

Como nos consolaremos?

Que rituais inventaremos.

Deus está morto hoje, gritamos nós.

Em seu lugar inventamos o smarthphone,

Novo deus na palma da mão.

Oferta de consumo ao alcance da mão.

Tudo!

Contudo, um sentido forte de vazio.

Não é falta de Deus.

É falta de sentido.

Corremos quando alguém nos oferta,

Nem que seja um pequeno tempo

Dde preenchimento de vazio.

Enchemos estádios.

Um gozo de sentido.

Frei, Pastor,

Seja lá o que for.

A pequena oferta de sentido,

Mesmo inútil e passageiro,

Corremos atrás.

Pode ser madrugada.

Ah! As madrugadas!

Que encerravam nossos sonhos,

Agora encerram nossas orações.

Rezamos com fé.

Mas isso é fé?

Fé em quem?

Deus está morto.

Corremos por nada.

Atrás de ídolos.

Que diferença faz?

A oferta na palma da mão

E a oferta na madrugada?

Um lenitivo para nossas dores.

Um lenitivo para nossos vazios.

Deus não mais vai ressuscitar.

Basta uma vez!

Hipócritas!

Voltem sua vida aos seus corações

E ressuscitem com a Verdade.

Edebrande Cavalieri
Enviado por Edebrande Cavalieri em 05/05/2026
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