Era um sonho,
De carrinhos de carretel de linha
À admiração pelos caminhões de carga.
Não era o destino,
As estradas eram outras,
As paradas distantes
Sonhos também evaporam.
No fundo,
Era mais profundo:
meu desejo de ser,
Caminhoneiro.
Carreguei a vida na boleia,
Desci ladeira na banguela,
Deixei meu sonho
Guardado no meu peito.
Meu derradeiro amor,
O sonho.